quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O dia em que esqueci a janela da varanda aberta... Parte 1


Há alguns anos atrás, eu e meu esposo recebemos uma visita inesperada durante a madrugada... Eis aqui o relato do ocorrido, muito mais cômico, que trágico!!!
 
Não lembro exatamente o ano em que ocorreu, mas lembro que foi bem no recesso do feriado do Dia do Trabalhador, um dos poucos em que não viajei, pois naquele tempo, meus esposo ainda era contador e ficava difícil de se ausentar do emprego neste período do mês...


Era uma noite de sábado, naquele dia saímos apenas pela manhã para ir à igreja, como estava muito frio, resolvemos ficar em casa o restante do dia e da noite. Após o pôr do sol, meu esposo comentou comigo que precisava ir trabalhar, tinha que terminar de fechar o balanço daquele mês...


Porém, não o vi se mexendo para sair... Após umas duas horas o ouvindo dizer frequentemente que precisava se arrumar para ir trabalhar, perguntei o que o impedia de ir logo, pois quanto mais cedo fosse, mais cedo voltaria!!! Ele me respondeu que estava com muita preguiça e não iria mais!!! 


Preguiça??? Como assim??? Essa palavra não faz parte do vocabulário dele!!! Acredite, essa foi a primeira vez que meu esposo se queixou de preguiça em ter que ir trabalhar!!!


Fizemos uma pizza de lanche, assistimos televisão, e aproximadamente lá pelas 22h fui me deitar, ele ainda ficou por um tempo “assistindo” (entenda como dormindo no sofá)... Como ele ainda estava na sala, nem me liguei em fechar a janela da varanda...

Particularmente, não gosto muito das janelas abertas, sempre as deixo fechadas, com as cortinas bloqueando toda a claridade que possa entrar em casa, mas a da varanda eu sempre deixava uma frestinha de uns 5 cm, só para entrar um arzinho dentro de casa e ventilar...


Lá por meia noite, meu esposo foi se deitar, apesar de ter acordado, não me lembrei de perguntar se havia fechado a tal janela da varanda...


Por volta das 3h30 da madrugada, senti meu esposo se debatendo na cama, com uma voz meio esquisita dizendo: “Acorda! Isso é um assalto!!! Acorda!!! Eu tô te assaltando!!! Vâmo, acorda”!!! Como ele sempre conversa dormindo, achei normal e pensei que estivesse tendo um pesadelo... 


Mas tanta “mexeção” começou a me incomodar, então resolvi acalmá-lo, sentei na cama e comecei a segurá-lo e tentá-lo acordar... 


Qual foi a minha surpresa??? Bem isso!!! Senti um metalzinho geladinho encostando na minha testa e ouvi uma voz dizendo para eu me deitar e ficar bem quieta... Como sempre fui muito obediente... O problema é que ele voltou a chacoalhar o Leandro, que assustado, começou a tentar pular da cama para cima do ladrãozinho!!!


Eu tentei segurá-lo e deitá-lo na cama, mas ele estava muito assustado, sem saber o que estava acontecendo e simplesmente pulou no pescoço do bandido!!! De que planeta meu esposo é??? Ele nunca ouviu falar que não se resiste a um assalto???


Mais tarde, questionando o motivo dele fazer isso, ele me respondeu que pensou ser uma brincadeira, um trote... Gente, se fosse o caso, ô brincadeirinha de mal gosto, viu!!!


Voltando a história... No que ele pula no bandido e tenta agarrar o seu pescoço, a arma dispara!!! E sem mentira nenhuma, fiquei uns bons minutos sem ouvir exatamente nada!!! A única coisa que eu me perguntava era se o meu esposo havia morrido...


Recuperei a audição, senti a respiração do meu esposo e só ouvia o bandido se lamentando: “Minha nossa!!! Não era pra ter atirado!!! A arma disparou sozinha!!! Você entende que eu não queria atirar”??? Meu esposo responde que estava tudo bem, que era pra ele ficar calmo, pois todos estavam vivos...

Continua amanhã, pois agora está na hora do banho da Luiza!!!

3 comentários:

Si Hanczuruk disse...

ah! conta logo o final, Karol!?!!!

Si Hanczuruk disse...

amei a história, nem sabia que vcs tinha um blog!!! bjs

Unknown disse...

Simone, já postei o restante da história!!! É só acompanhar!!!